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RESENHA: 1º Festival de Chorinho de Mucugê
O 1º Festival de Chorinho de Mucugê, realizado no período de 8 a 10 de dezembro de 2011, cuja organização e direção deve-se ao cantor e compositor baiano Carlos Pitta foi um sucesso e veio para ficar.
O Festival, passará a fazer parte do calendário de eventos da Chapada Diamantina.
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A abertura do Festival de Chorinho, aconteceu no Coreto, localizado no coração da cidade, que é o seu Centro Histórico, relembrando os velhos tempos como o faziam as Bandas e Filarmônicas da época.
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Belas composições foram interpretadas em grande estilo pelo Grupo Três a Três, composto por Ricardo Marques, Rudinei Monteiro e Claudio Badega.
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No segundo dia, a apresentação foi realizada no palco da Praça dos Garimpeiros, iniciando com o impecável Duo Barros Reis, integrado pelos irmãos Horácio e Leonardo Barros Reis, acompanhados pelo som de seus dois violões clássicos.
Logo a seguir, a população presente foi brindada com o Grupo Tela Quatro, composto pelos músicos, Quico Souza, (flauta e sax); Claudio Badega, (percussão); Horácio Barros Reis, (violão) contando com a participação especial de Ricardo Marques, (bandolim) e Gilson Verde, (cavaquinho).
Para alegria de todos, apresentou-se Ricardo Marques e quarteto, tendo como solista o próprio Ricardo, (bandolim), Rudinei Monteiro, (violão); Moisés Gabriele, (contrabaixo) e Ricardo Hatman, filho da terra, na percussão.
Finalmente, o 1º Festival de Chorinho encerrou com chave de ouro, apresentando-se o famoso Grupo Mandaia, juntamente ao seu criador, o músico e compositor Lula Gazineu, (voz, violão e direção musical); Ane Morgana, (flauta); Helio Gazineu, (violão); Gilson Verde, (cavaquinho) e Sergio Coelho (percussão).
Dentre as composições interpretadas no Festival, foram executados alguns dos muitos autores e mestres consagrados do Chorinho, a exemplo de Pixinguinha, Chiquinha Gonzaga, Jacó do Bandolim, Paulinho da Viola, Valdir Azevedo, Codó, Baden Powell, Canhoto da Paraíba, João Pernambuco, Hermeto Pascoal, Armandinho, além das pérolas da casa, como, Ricardo Marques, Lula Gazineu, Ailton do Bandolim, Carlos Pitta, e muitos outros.
O Choro, popularmente chamado de chorinho, é um gênero musical, uma música popular e instrumental brasileira, com mais de 130 anos de existência. Os conjuntos que o executam são chamados de rodas de choro ou regionais e os músicos, compositores ou instrumentistas, são chamados de chorões. Apesar do nome, o gênero é em geral de ritmo agitado, alegre e ricamente sincopado, caracterizado por sutis modulações e pelo virtuosismo e improviso dos participantes, que precisam ter muito estudo e técnica, ou pleno domínio de seu instrumento. O choro é considerado a primeira música popular urbana típica do Brasil e difícil de ser executado.
O conjunto regional é geralmente formado por um ou mais instrumentos de solo, como flauta, bandolim e cavaquinho, que executam a melodia, o cavaquinho faz o centro do ritmo e um ou mais violões e o violão de 7 cordas formam a base do conjunto, além do pandeiro como marcador de ritmo.
Surgiu provavelmente em meados de 1870, no Rio de Janeiro, e nesse início era considerado apenas uma forma abrasileirada de os músicos da época tocarem os ritmos estrangeiros, que eram populares naquele tempo, como os europeus xote, valsa e principalmente polca, além dos africanos como o lundu. O flautista Joaquim Calado é considerado um dos criadores do Choro, ou pelo menos um dos principais colaboradores para a fixação do gênero, quando incorporou ao solo de flauta, dois violões e um cavaquinho, que improvisavam livremente em torno da melodia, uma característica do Choro moderno, que recebeu forte influência dos ritmos que no início eram somente interpretados, demorando algumas décadas para ser considerado um gênero musical.
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Parabéns aos idealizadores e produtores desse evento que precisa continuar a trazer para Mucugê o desenvolvimento da sua cultura, que ela tanto carece e merece.
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